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DE ENIGMAS POLICIÁRIOS (PRODUÇÃO) "MÃOS À ESCRITA!" – 2026 |
TORNEIO DE
DECIFRAÇÃO DE ENIGMAS POLICIÁRIOS “SOLUÇÃO À VISTA!”
– 2026 PROBLEMA Nº 4 A DÍVIDA Autor: Virmancaroli Rui andava desnorteado há já alguns dias, por
causa de uma dívida por saldar. Tinha de obter o dinheiro sob pena de ter de
ficar sem a própria casa, já hipotecada e o carro, ainda não totalmente pago. Os negócios de venda e compra do ouro, embora com
subida de preços, não lhe corriam nada bem, pelo que o levaram a uma situação
desesperada. Tinha ainda consigo algum ouro, mas insuficiente para satisfazer
a dívida, e que era na verdade um dos bens mais valiosos que possuía, mas que
pensou ele, talvez lhe viessem a servir ainda para o salvar da grave situação
em que se encontrava. Tinha que pensar num plano, mas primeiro havia que
garantir que esse plano daria certo, pois não lhe seriam permitidos erros,
face à pressão dos credores. Com o tempo a escoar-se, ao fim de 2 dias de
profunda reflexão, chegou a uma conclusão não muito honesta: tinha de obter
algum ouro mais, emprestado por um amigo de longa data e também no mesmo
ramo. A ele lhe iria expor a situação que serviria para os seus propósitos
sem expor este. O plano era que o seu amigo lhe emprestasse algumas peças de
ouro, que juntaria ao seu, para posteriormente fazer um seguro de todo o
ouro, pesando-o. Feito o seguro o ouro emprestado seria de imediato
restituído, ficando o Rui apenas com aquele que lhe pertencia. Esta seria a
primeira parte do plano. A segunda parte viria depois e, quase que num
imediato porque o tempo era pouco. A fase seguinte passava por encontrar uma
rua pouco movimentada, de trânsito de sentido único, perto do Fórum Quarto
Crescente, onde poucas pessoas passassem e, onde fosse permitido estacionar. Combinou então com o Alfredo um encontro no Fórum
Quarto Crescente, bem conhecido na vila, para discutirem aí o assunto que Rui
tinha em mente. Alfredo aceitou o encontro nesse local e combinou
encontrarem-se então por volta das dez horas, hora essa a que as lojas abriam
e, por conseguinte, também aproveitaria Alfredo para fazer umas compras por
lá. O encontro realizou-se e o plano teve plena aceitação de Alfredo, mas sem
não antes exigir 5% do valor total do seguro conseguido, ao que Rui anuiu! Logo no dia seguinte iniciou a operação. Era
Domingo de manhã bem cedo, por volta das oito horas e quinze minutos, por
sinal uma manhã bem fria e com intenso nevoeiro que assolava toda a vila, estacionou
o seu automóvel. Viu se havia alguém nas redondezas, mesmo com fraca
visibilidade, e partiu o vidro do carro do banco traseiro, do lado do
condutor. Deixou ali o carro e dirigiu-se até ao Fórum
Quarto Crescente que afinal era perto dali, aproximadamente a cerca de um
quarto de hora de caminho. Uma hora mais tarde, já o Rui entrava numa
esquadra das redondezas onde foi recebido pelo polícia de piquete, e começou
a contar a sua história. – O caso é o seguinte, senhor Guarda: esta manhã,
bem cedo, deixei o meu carro na Rua do Laboratório e fui ao Fórum Quarto
Crescente, por sinal à H&M, comprar umas roupas. Quando regressava ao carro, uma hora depois, e
ainda bem longe, vi um carro a arrancar quando um indivíduo entre esse carro
e o meu entrava apressadamente no carro que arrancava a grande velocidade.
Pouco depois ao chegar ao meu carro deparo-me com um vidro partido e o
desaparecimento de uma mala que continha algum ouro. Sabe, eu sou negociante
de ouro. Ainda tirei a matrícula do carro, para um papel, que tenho algures
por aqui, mas nem sei já o que fiz dele com os nervos. Possivelmente acabei
por o perder. O polícia acenou a cabeça e pensativo, observou: – Tem alguma testemunha que estivesse por ali
perto? Pode ser que tenha visto algo mais. – Infelizmente, não. – E tem mais pormenores sobre quem viu a entrar no
carro que estava junto ao seu ou do outro carro mesmo? Sim, o indivíduo em questão tinha um gorro na
cabeça e óculos de sol bem escuros. Era de estatura baixa. Tinha luvas e um
fato de treino vestido segundo deduzi. Já o carro era de cor branca me
pareceu, mas não identifiquei mais nada, a não ser a matrícula do carro, que
infelizmente não sei dela, como já lhe disse. Isso já é bom. Podemos começar a investigar por
aí. Mas após alguns momentos de reflexão o polícia
dispara: Ah, percebo… pretende arranjar um responsável para
o suposto roubo por qualquer motivo certamente!? O Rui sentiu as pernas fraquejarem-lhe e, pálido,
deixou-se cair numa cadeira, enquanto o polícia procurava avaliar a sua
reação! Pede-se agora que desenvolva, pormenorizando,
toda a trama e os fatores que incriminaram o Rui. As propostas
de solução devem ser enviadas até ao dia 30 de Abril, por um dos seguintes
meios: a) por
email, através do endereço eletrónico: salvadorsantos949@gmail.com; b) por
correio, através do endereço postal: Salvador Santos / Rua Quinta do Modelo,
40 / 2820-261 Charneca de Caparica; c) entregando em mão própria ao orientador da secção, onde quer que o encontrem. |
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© DANIEL FALCÃO |
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